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Categoria: Sociedade

Igualdade vs Justiça

Igualdade vs Justiça

Ah tempos roda na internet essa imagem metafórica que compara igualdade com justiça:

Ignorando o fato que os três sujeitos estão burlando o sistema, a ilustração critica o sistema igualitário que não resolve o problema de todos e mostra o segundo quadro com justiça onde todos atingem os mesmos resultados.

Eu fiz minha própria versão da imagem:

igualdade vs justiça

Mas esse sistema é realmente justo?

Vamos fazer um exercício mental. Vamos supor que cada uma dessas pessoas precise trabalhar um ano inteiro para ganhar uma caixa. Então o governo “impostamente” e legalmente tira a caixa de quem não precisa e dá para quem precisa mais.

É interessante até a pessoa que não ganha nada não quiser mais trabalhar a troco de nada.

nao-tao-justo

O cidadão não vai sentir falta da caixa de qualquer maneira, mas o Estado não terá de onde tirar a caixa para dar para o mais necessitado.

O alto fica feliz, o médio fica feliz e o baixo é injustiçado mesmo tendo trabalhado tanto.

Os críticos, pessoas engajadas e de opinião culpam a classe média por estar feliz, os chamam de alienados e diz que a culpa não é dos políticos.

Pior cenário

No pior cenário do caso acima, o mais baixo não aguenta e comete um crime. Assassina o média e toma sua caixa:

pior-cenario

A família, amigos e a mídia chora.

O pessoal dos direitos humanos vem e dizem que a culpa é da sociedade.

A mãe clama por justiça.

Os críticos, pessoas engajadas e de opinião culpam a classe média.

Melhores soluções

Para não ficar só criticando, duas boas soluções:

melhores-solucoes

A primeira é a da liberdade: um mundo sem barreiras que ninguém precise de caixa para ser feliz. Um tanto quanto utópico.

O segundo é não sei o nome, mas é um tipo de comunitarismo. É bem parecido com o “justiça”, exceto que o alto não fica sem nada. Ele tem um pouco que é compartilhado com o mais baixo.

Curiosidade

A conclusão mais curiosa é que ao mesmo tempo que a discriminação – o ato de diferenciar pessoas – é dado como crime amoral ilegal antiético desumano e tudo de ruim, ao mesmo tempo vemos que o igualitarismo não resolve tudo.

Pode ser que eu esse tema seja repetido aqui no Aleatorica, mas eu não lembro de ter publicado, pelo menos os desenhos são novos.

Tesouro sob nossos pés

Tesouro sob nossos pés

Depois das recentes notícias pulbicas nesse início de 2015: Bill Gates investe em máquina que extrai água potável de fezes humanas e Esgoto de cidades pode ter ouro e milhões de dólares em metais, me pergunto sobre a antiga notícia de 2010: Carne feita de fezes humanas, que foi considerada como um hoax – uma notícia falta da internet com origens em lendas urbanas desde 1990 – Por que não?

Análise de Propaganda: Fiat e Caixa

Análise de Propaganda: Fiat e Caixa

FIAT

A nova propaganda da Fiat com o garoto propaganda mais incontestável da atualidade, Ronalducho, usa a ideia de exibir o ex-ídolo da seleção brasileira de futebol apenas por 10% do propaganda para mostrar como 10% da entrada do carro é pouco.

Vejam abaixo.

[youtube=”https://www.youtube.com/watch?v=JPZhrRpKsIc”]

Vejam que antes do início do comercial, são apresentados os créditos do comercial. O comercial mesmo começa aos 7 segundos e termina aos 37. Um comercial padrão de 30 segundos.

Ronaldo aparece aos 7 segundos e continua sendo exibido enquanto o explica a piada do comercial até os 17 segundos da marcação do youtube, totalizando 10 segundos exibindo o Ronaldo. Esses 10 segundos em um total de 30 são 33,33%. É muito além dos 10% anunciado na propaganda, que seriam apenas 3 segundos.

Fica claro a disparidade entre o que essas grandes corporações falam e o que realmente fazem.

Não se deixem enganar por aqueles que dizem saber o jeito mais rápido de conseguir alguma coisa. Há sempre dente de coelho.

Quer saber mais sobre verdades inconvenientes sobre carros 0km? Leia um das nossas mais famosas publicações.

Caixa

A nova propaganda da Caixa:

[youtube=”https://www.youtube.com/watch?v=1UeV1rXA918″]

Os absurdos são tantos que é difícil saber por onde começar, mas vamos lá.

A personagem do comercial é um dos piores seres da sociedade. E não é o malandro que quer se dar bem em cima dos outros como acostumamos a identificar nessa coluna. Acompanhem:

O garoto corre o mundo adquirindo todas as camisas de clubes de futebol patrocinadas pela Caixa.

Não são poucas. São pelo menos 6.

Tudo isso para destruir todas e fazer uma roupa mais retalhada que a do Chaves.  E a do Chaves pelo menos agrada a quem olhar.

Vamos tentar encontrar uma razão para isso:

O garoto não fez isso pelo dinheiro. Porque se ele pode percorrer tanta distância mesmo que ele tenha encontrado todos os times na mesma cidade, ele tem no mínimo muito tempo disponível. Logo ele não precisa de dinheiro. Vemos que ele nunca está suado, cansado ou com fome. Alguém deve levar ele aos lugares, como um motorista. Não é alguém mais próximo como pai ou mãe porque estaria mais presente nas cenas.

O garoto não fez isso por amor ao clube. Nenhum torcedor de um desses clubes retalharia a camisa do seu time do coração para unir com de clubes de outros estados e até rivais.

O garoto não fez isso para colecionar. Como dito anteriormente, ele retalha todas as camisas.

O garoto não fez isso pelo coletivo. Nenhum dos outros garotinhos jogando bola no final do vídeo tem uma camisa de time de futebol para jogar. E em vez dele distribuir camisas para seus colegas, ele prefere estragar todas.

O garoto não fez isso pelo futebol. Se ele gostasse ele não teria aparecido no meio da partida. Ele nem chega a tocar na bola. Ele só vai lá para chamar atenção e paralisar a partida.

O garoto não fez isso pela Caixa. Apesar de ser o único elemento em comum entre todas as camisetas, a única coisa que não tem na versão final de camiseta é o próprio patrocínio da Caixa. A sala de criação da agência deve ter gerado alguma ideia parecida com: “Que tal uma propaganda em que alguém junta todas as camisas patrocinadas por nós e cria uma única com todas elas, removendo a nossa marca da versão final’.

Enfim, o garoto fez tudo a troco de nada.

A Caixa exalta aqui o egoísmo, o individualismo, a ostentação, a superfluidade, a despreocupação com o próximo, a burguesia, o acúmulo desnecessário de bens.

Nenhum dos coleguinhas acompanham o garoto na jornada porque todos precisam estudar e praticar esportes para tentar conquistar melhores condições de vida. Ninguém tem dinheiro e tempo para ficar percorrendo quilômetros acumulando camisas que não precisam. Mas o burguês com a vida ganha pode. O que não seria grande problema, se depois, não satisfeito, ele fosse no meio de uma partida para se mostrar, para ostentar, dizer que pode mais que todo mundo ali. E os pobres garotos, sabendo que um dia o garoto bem de vida vai assumir a empresa do pai ou conseguir um cargo de importância, pode ser uma boa influência no futuro e acabam por cumprimentar o garoto pelo feito idiota dele. Acabam se vendendo.

A propaganda é o retrato da face ruim do capitalismo.

 

 

Questão da OBMEP sobre a data da prova

Questão da OBMEP sobre a data da prova

Circula na internet uma foto de uma questão de uma prova que acredito que seja do OBMEP, por conter o endereço do facebook /obmep.

OBMEP é a Olimpíada brasileira de matemática em escola pública.

Sendo prova oficial com direito a marca do governo federal, normalmente iríamos apontar a falta de moral e integridade do participante usar um dispositivo eletrônico claramente proibido durante o exame, mas não vamos discorrer sobre esse assunto nessa publicação.

Algumas pessoas tiveram dificuldade de entender a questão, como aparentemente meu próprio bom amigo que publicou no facebook.

Questão Enem Patrícia

No começo confesso que divaguei. Não pela pergunta, mas pela vibe de procurar algo errado na questão. Depois do caso da prova perguntar letra de Funk, achei que talvez o Enem estivesse querendo que os participantes da prova soubessem o calendário.

Mas lendo com calma, achei a resposta: Patrícia, como alguns comentaristas do facebook responderam corretamente.

Mas o que mais me chamou a atenção não foi a dificuldade da questão, mas sim como a maioria das pessoas que comentaram a reposta certa usaram a lógica errada.

Veja:

questao-data-prova-patricia4

questao-data-prova-patricia3

questao-data-prova-patricia2

questao-data-prova-patricia1

Só que não. Aparecer em maior frequência que outras respostas não faz dela a mais correta.

Obviamente não li todos os comentários, mas não vi alguém comentando a solução correta. Um passo-a-passo seria:

1) A questão afirma que uma garota acertou as 3 informações e as outras pelo menos uma.

2) Peguemos a primeira garota, Andrea, que disse que a prova seria agosto, dia 16, segunda-feira. Ela não pode ser a certa, porque nesse caso, a Fernanda que disse: setembro, dia 17, terça-feira, não teria acertado nenhuma informação, o que não pode ocorrer. Todas tem que acertar pelo menos uma. A recíproca é verdadeira, a Fernanda não pode estar certa porque a Andrea não teria acertado nada.

3)  Peguemos a segunda garota, Daniela. Como no caso acima, Se a Daniela estivesse acertado as 3 informações, a Tatiane teria errado as 3. Então as duas foram eliminadas.

4) Sobrou somente a Patrícia. Vamos conferir. Em relação a Patrícia, a Andrea acertou: agosto e segunda-feira; Daniela acertou: agosto; Fernanda acertou: dia 17; Tatiane acertou: dia 17 e segunda-feira.

Fim.


 

Então os mais liberais poderiam perguntar agora “Mas o outro raciocínio deu certo e time que ganha não se mexe”.

Veja no exercício abaixo com as mesmas regras da questão da prova:

+----+-------+-------+-------+
|    | Col 1 | Col 2 | Col 3 |
+----+-------+-------+-------+
| a) | A     | B     | C     |
| b) | B     | A     | B     |
| c) | D     | A     | C     |
| d) | A     | A     | A     |
| e) | A     | D     | B     |
+----+-------+-------+-------+

Qual é a linha está certa?

Bom, na lógica do maior número de repetições:

Col 1 tem 3 vezes a letra A. Então A é o certo.

Col 2 tem 3 vezes a letra A. Então A é o certo.

Col 3 tem 2 vezes a letra B e 2 vezes a letra C. Ops! Nenhum é maioria.

Mesmo assim a reposta só poderia ser a que A-A-B ou A-A-C. ‘Ops’ novamente! Nenhuma linha tem essa configuração.

Na lógica correta:

Linha a) A-B-C não combina com b) B-A-B então nenhuma das linhas podem ser as 100% verdadeiras.

Linha c) D-A-C não combina com e) A-D-B.

Sobrou a linha d) A-A-A. Todas as outras linhas tem o A pelo menos uma vez.

Observe como a reposta certa A na terceira coluna só ocorre 1 vez e apesar de ser a que menos ocorre ainda sim ela é a correta.

E isso também prova por A+B+C+D que a maioria nem sempre está certa.


 

Um rapazinho do facebook mais revoltado comentou:

questao-data-prova-patricia-revolta

Espero que ele esteja certo. Se esses jovens serão nossos futuros profissionais, não quero morar no segundo prédio do engenheiro que acertou a primeira obra por sorte ou ser o segundo paciente de cirurgia cardíaca do médico que acertou a primeira operação por sorte. E antes de começar a discutir sobre a qualidade do ensino público, quero lembrar que retirei as respostas do facebook, onde todos podem comentar e não respostas dos participantes da prova.

Para finalizar, vou parafrasear um grande heróis do povo:

Por isso não se enganem com aqueles que dizem que conhecem o jeito rápido. Sempre há dente de coelho!

Análise parcial sobre o público moderno

Análise parcial sobre o público moderno

Atendo um cliente que há 2 anos criou um produto novo no mercado.

Por ser um produto novo, foi considerado vital criar instruções passo a passo de como usar o produto. Foram diversos dias estudando para reduzir as instruções em apenas quatro passos simples, já que entendemos que muitos passos ou muito texto iria afastar as pessoas de ler e iriam assumir que o uso do produto é difícil.

Durante esses dois anos, meu cliente descobriu que uma parcela razoável de seus clientes tinham mais eficiência adaptando domesticamente uma das peças do seu produto e decidiu incorporar essa nova peça ao conjunto. Dessa novidade surgiu um segundo métodos passo a passo. O cliente viu a necessidade de atualizar seu panfleto com o novo  método alternativo.

Aprendi nos meus anos acadêmicos que todo design é a solução de um problema. Nesse caso, o problema surgiu quando as novas informações deveriam dividir o espaço de uma folha A5 com outras que já constavam no primeiro modelo de panfleto. O formato A5 é metade de uma folha comum A4, que é o tamanho que costumamos usar na impressora (297×210 mm). O espaço que estava apertado precisava se espremer ainda mais.

Um detalhe interessante do caso é que o passo 1 e o passo 4  eram exatamente os mesmos entre os dois métodos. Para criar uma solução que economizasse  o espaço e evitasse repetição de informação, ousei criar o seguinte esquema:

estudo-de-caso-1

O produto não ficou exatamente assim, mas a ideia geral é essa.

Após alguns dias, o cliente enviou o panfleto em formato digital para alguns clientes e retornou dizendo ‘Por incrível que pareça, algumas pessoas não estão entendendo o esquema, vamos adicionar a palavra “início”.’

Eu não achei um caso incrível.

Também desenvolvo para web e a maioria dos projetos são de prazo muito curto, procuro utilizar ideias mais simples para garantir que o usuário entenda tudo prontamente. Na internet existe uma máxima que diz ‘Quanto menos cliques, melhor’, que eu entendo como ‘não desperdice o tempo do usuário’.

No caso do panfleto, eu simplesmente aceitei a sugestão do meu cliente e adicionei a palavra “Início” no local adequado.

E talvez você tenha achado a necessidade de adicionar a palavra ‘Início’ incrível e tenha se perguntado ‘Como é possível que alguém não tenha visto?”

Conversava umas semanas atrás com um amigo que trabalha com geração de conteúdo e ele comentava sobre a nova doença, síndrome ou transtorno que especialistas dizem ter identificado. É uma nova doença como déficit de atenção e hiperatividade. Não lembro o nome exato, mas era algo relacionado ao excesso de ansiedade de informação que as pessoas tem por informação nova. Isso explicaria porque nossos jovens, e não tão jovens ,estão no celular a todo o momento. Eles estão conversando no bar e com mais 10 amigos virtualmente, vendo vídeos de gatinhos, comprando passagem de avião, vendo o placar do jogo e os comentários sobre a novela tudo ao mesmo tempo.

Também lembrei que li uma vez sobre uma agência de notícias especializada em entregar a informação para os assinantes em mensagens mais curtas possíveis. Encontraram um nicho de notícia para aquele que gosta de estar atualizado mas não tem tempo de ler a matéria no jornal ou no portal da internet.

Isso explicaria porque as vezes os usuários não leem coisas simples. Talvez o tal do transtorno realmente exista.

E na verdade, me identifico com isso e talvez até tenha escolhido minha profissão por isso. Duas das coisas que mais gosto no design gráfico são o design de interface e o ‘infografismo’, que se bem feito, tornam o complicado simples de entender. Num mundo utópico sem leis, sem advogados e sem propagandas, imagino que o designer gráfico ainda existiria para criar interfaces e apresentar informações da forma mais fácil para as pessoas.

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Outra evidência da síndrome é uma matéria que saiu na Smashing Magazine analisando tutoriais de apps (em inglês). Os dispositivos móveis não tem o botão direito do mouse ou a tecla comando do Mac, mas por outro lado tem o gestures que abrem uma gama de novas interatividades e que não estão bem fundamentadas. Cada desenvolvedor tenta criar seu novo padrão de gestures e que obriga o usuário a aprender a mexer em cada um desses programas. Como a matéria aponta, os usuários não leem os tutoriais a não ser que seja o estilo  jogo/ troféu/achievement.

Penso se  um tutorial, que já é uma forma mais interativa de ensinar, realmente precisa se transformar em jogo de recompensa.

Um dos editoriais mais conceituados na área nos diz que para ter sucesso precisamos transformar lição em brincadeira.

Comecei a pensar qual é o limite de seguir as regras da comunidade web?

Existe uma variação da regra ‘Quanto menos clique, melhor!”  que diz que o usuário tem que dar no máximo 3 cliques para chegar em um conteúdo. Os webdesigners com medo de quebrar a regra, começaram a criar menus gigantes de 100 itens. Será que o usuário prefere dar 4 cliques ou ficar 1 minuto lendo um menu para dar 1 clique a menos?

Esse zêlo com o consumidor, me faz lembrar do manual de instruções de produto eletrônico. Na seção de problemas frequentes sempre tem como primeiro item ‘Verifique se o produto está ligado na tomada!’. Certamente foi porque muitos casos ocorreram.

Conheço um caso de empresa que fabrica plásticos sanitários como tampas de privadas, caixas de descarga, ralos e calhas que lançou uma grelha anti baratas para calhas. Eles foram processados e perderam porque um dos consumidores reclamou que a grelha derreteu e estragou o fogão quando ela foi usá-la para preparar um filé. O produto chama ‘grelha anti baratas’. O juiz obrigou a empresa, além de pagar danos materiais, a escrever na embalagem algo como ‘não indicado para uso culinário’.

E se formos nos preocupar com tudo que o cliente posse se confundir, o meu panfleto teria que ser algo assim:

 

estudo-de-caso-2

Eu sei que o panfleto oficial não é nenhum grande obra prima do design, mesmo porque não tive tempo hábil parece pensar em outras soluções, mas a existência de um produto com duas opções parece confundir o cliente.

É um paradoxo. Se o produto tem muita informação, confunde. Se não tem, confunde também.

Seria um paradoxo mesmo ou a criação de produtos ‘plug and play’, ‘pronto para usar’ ou ‘pronto em 3 minutos’ que educou o consumidor acostumados com as facilidades contemporâneas esquecer de ligar o aparelho na tomada ou desistir de ler uma simples instrução?

E pode até parecer que quero transferir a minha responsabilidade, mas num mercado que cobra serviços cada vez mais rápido, sem tempo para estudar, reestudar, testar e inovar, parece que a melhor solução seria criar dois produtos diferentes. Isso deve ajudar a explicar porque tem tanta segmentação nas prateleiras do supermercado.

E por isso também que inovação em design é raro do meu ponto de vista. O último caso genial  que me lembro não é exatamente gráfico, mas é de interface. Foi o iPod com sua roda mágica que faz tudo. Lançado em 2002. Já se passaram 12 anos. Antes disso foi o Windows.

Uma outra bobagem que lembrei é o menu de armas dos jogos de videogame como Assassins Creed II, Red Dead Rendemption, Gta 5 e outros. Não sei dizer quem foi que criou nem quando, mas hoje você segura um botão e seleciona a arma com outro botão de forma muito rápida. Antigamente tinha que ficar apertando um botão repetidamente que exibia as armas disponíveis uma a uma num sistema de rodízio. Se passasse a arma sem querer, já era,  aperta um monte de vez de novo até chegar na arma. Outro método antigo tinha que apertar botão, entrar no menu, navegar no inventário até selecionar o item e confirmar.

WeaponSelect

Essa inovação foi muito prática, mas por mais que eu seja fã de videogames, não é nenhuma grande feito para a humanidade, ao contrário do scroll wheel do iPod que eu diria que é a base intuitiva dos gestures modernos e vai influenciar bastante nas novas tecnologias de sense motion e gadgets vestíveis.

Como comentei e deixei subtendido ao longo do texto, gosto muito de exercer minha profissão, apesar de desvalorizada. Vejo nas facilidades que o design traz o essencial profissão; também defendo fielmente que o design é feito 100% focado para o público e assumo que tenho grandes sintomas a tal da síndrome da ansiedade da informação.

Mas minha grande pergunta é: Até onde devemos infantilizar da informação?

Até onde é aceitável que deve-se alertar o leitor que o Passo 1 é o início?

Até onde é aceitável que deve-se alertar que grelha anti barata de plástico não deve ser usada para grelhar filé mignon na chama do fogão?

Isso ainda se soma com esse adestramento por esses troféus/achievements.  A charge que li: “O gigante acordou, mas é muito obediente.” se torna plenamente verdadeira.

Nossas crianças estão nascendo  mais inteligentes ou elas estão nascendo aprendendo a  apertar um único botão? Nascem sabendo jogar angrybirds e poker no iPad, mas não sabem puxar um estilingue e embaralhar cartas, que não são importantes em si, mas acredito que crescer aprendendo coisas diferentes a todo momento é estimulante para o desenvolvimento.

Deveríamos nós designers e desenvolvedores de sistema exigir mais dos nossos clientes e usuários ou nos preocupar apenas em atingir um público maior e vender mais e que esqueçamos de deixar uma herança cultural e intelectual?

Ou estou pensando pelo caminho errado? Tornar tarefas difíceis cada vez mais simples é 100% bom para todos. Nos dá mais tempo para fazer outras coisas como adquirir doenças modernas, trabalhar mais, pagar mais impostos, se frustrar com desafios e perder o controle?

Você, profissional e amante de psicologia, o que acha?

Estou errado em deduzir que o sistema de recompensa sem esforço gera indivíduos que desistem facilmente, que não entendem a dificuldade de conquistas reais, que não sabem lidar com frustração, raiva e autocontrole?

Estou alucinando em pensar que a hipersimplificação do entender e do fazer gera indivíduos com dificuldade de raciocinar sobre coisas que necessitam um pouco mais de instrução?

Até onde hipersimplificação é benéfica ou prejudicial a formação do indivíduo?

Só não vale dizer que ‘não pode generalizar’.

O incrível mundo dos comentários

O incrível mundo dos comentários

Há notícias em que o interessante não é a notícia em si, mas os comentários.

Esses dias deparei-me com a seguinte:

Jornalista dinamarquês deixou Brasil por medo e promete lançar documentário

Sabido que sou, desci aos comentários para ler um pouco a opinião de nossos colegas internautas.

Confesso que fiquei surpreso, e consegui criar alguns padrões.

Os nomes e fotos foram ocultados por razões óbvias.

O HATER
Capturar2_troll

O PATRIOTA
Capturar_patriota

O CONCISO
Capturar_explicaçãofacil

O WTF
Capturar_desconexo

TEORIA CONSPIRATÓRIA
Capturar

A NEGAÇÂO
Capturar se procurar acha

E você amiguinho? A qual grupo pertence?

Verdade inconveniente: Impostos que pagam impostos

Verdade inconveniente: Impostos que pagam impostos

É época de Imposto de Renda. Período  que se evidencia uma anomalia. Algo muitíssimo curioso que ignoramos por afetar nossa zona de conforto e/ou por simples ignorância.

Vamos exemplificar.

Imaginemos um sujeito que ganha um salário de R$ 5.000,00 mensais.
Esse mesmo sujeito, jovem, não se preocupa com o futuro, não possui um plano de previdência, nem paga um plano de saúde.
Desta forma, ele contribui apenas com o INSS, único desconto de seus proventos. Para facilitar os cálculos não vamos incluir as férias.

INSS – 482,93 pois o teto do INSS é R$ 4.390,24 (ref. março/2014) e a alíquota é de 11%.
http://www.previdencia.gov.br/inicial-central-de-servicos-ao-segurado-formas-de-contribuicao-empregado/

O seu imposto de renda, conforme cálculo no site da receita, será
http://www.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atrjo/simulador/telaoptmenanu.htm

R$ 416,04 por mês
x 13 (incluindo o décimo-terceiro) = R$ 5.408,52

CapturarTabela de faixas de IR

No fim da declaração, o sujeito usando o desconto simplificado, que é o mais conveniente em seu caso, conforme cálculo no programa da receita, restituiria R$ 179,39.

Capturar2Cálculo do imposto no programa da receita

Ou seja, ele deixa para o governo, R$ 5.229,13 dos R$ 65.000,00 que ele ganhou no mês. Arredondando, 8% do seu salário.
Até aí, há as discussões normais sobre alíquotas, deveria ser menos, isento, enfim, não há nenhuma novidade.

O surreal começa a seguir.

Nosso amigo, mesmo após ter lido o post do carro 0km, acaba comprando um.
Ele paga R$ 30.000,00 num novíssimo, confortável e tecnológico 1.0 com kit visibilidade e super calotas.
No começo do ano ele precisa pagar o IPVA. A alíquota do referido imposto é de 4% (no estado de SP) do valor do carro = R$ 1.200,00.

Lembram do IR de 8%? Surpresa!!
Nosso amigo pagou um imposto de R$ 96,00 para poder pagar um imposto de R$ 1.200,00!

O mesmo acontece com o IPTU de sua casa, e com as dezenas de outros impostos embutidos nos produtos e serviços, que mal sabemos o quanto é.
No fim de 1 ano, o sujeito em questão pagou centenas de reais em imposto de renda para aí então adquirir o direito de pagar outros milhares de reais em impostos!
A solução é muito simples. É só abater do cálculo dos rendimentos considerados para o IR, os demais impostos já pagos durante o ano.
Ao menos os mais claramente bizarros como IPVA e IPTU seria perfeitamente possível.
O sistema hoje é tão perverso, imoral e insano quanto a consciência dos que são por ele passivamente explorados.
Creio que seja a única explicação plausível que leva tais sujeitos a ignorar e aceitar isso.

Análise de propaganda: Schin

Análise de propaganda: Schin

Em mais uma análise relevante de propaganda, vemos o ápice da falta de sentido: a campanha ‘Porque sim’ da Schin.

A campanha que já tem pelo menos 3 comerciais produzidos usa a seguinte ideia. O narrador pergunta o por quê de fazer determinada coisa inútil, sem sentido e que só um idiota faria. E a pessoa, assumindo sua idiotice, responde: ‘porque sim’.

As coisas sem sentido:

– Por que vai a praia lotada sem lugar para ficar?
– Por que levar 30 malas e deixar sem espaço para os outros numa viagem de 1 dua e meio?
– Por que dançar apontando para cima?
– Por que pagar um ano de academia e ir só um dia?

E aí o próprio anunciante inclui na lista de idiotices que você pode fazer:
– Porque beber Schin?

Veja as propagandas:

http://www.youtube.com/watch?v=Ll7Nk9RMhYk

http://www.youtube.com/watch?v=Ll7Nk9RMhYk

Mas sejamos justos, deixemos de ver apenas através do nosso ponto de vista. Vamos ver o que as pessoas falam nas redes sociais:

lixo de propaganda –‘

– V*. L*.

“Porque Schin é um lixo? Porque SIIIIM! Fora o gosto de urina e tal..”

– R*.

“Por que essa propaganda é uma bosta ? porque sim”

– M*.

“e pq vc’s são retardados ?” por que sim !! XD

– I*. Y*.

* Nomes ocultos para preservar a identidade das pessoas. Os comentários originais podem ser encontrados no youtube.

O mundo segundo a FIFA

O mundo segundo a FIFA

Imagem

Nesse anúncio da FIFA na revista FIFA Weekly #22 de 21 de Março de 2014, vemos essa bonita arte sobre seus 209 países afiliados.

O texto em branco diz, em tradução livre:

“Como uma organização com 209 membros associados, nossas responsabilidades não se limitam apenas a Copa do Mundo FIFA, mas estendem-se a manter as regras do esporte, desenvolver futebol pelo planeta e trazer esperança aos menos privilegiados.”

O curioso é que aparentemente para a FIFA, o continente Africano é um único país, assim como o Sul-americano, enquanto os outros países são devidamente representados.

Análise técnica de Bitcoin usando retração de Fibonacci

Análise técnica de Bitcoin usando retração de Fibonacci

Pode-se dizer que análise técnica é o estudo do mercado através dos sinais que o próprio mercado emite. Vários fatores podem influenciar o mercado (demanda, expectativas, sentimento do mercado, notícias, rumores, manipulação, especulação, entre outros).

Sabe-se que o preço do mercado movimenta-se em tendências, podendo ser ela uma tendência de alta, ou uma tendência de baixa e que o futuro repete o passado como pode-se observar na figura abaixo.

01 - Tendências

É possível perceber na figura 1 que o gráfico vinha apresentando uma tendência de alta seguindo a linha azul. Pode-se identificar isso a partir do momento em que é formado um novo fundo (1) onde um determinado preço para de cair podendo o mesmo fazer um movimento lateral, ou apresentar um movimento para cima, e um novo topo (2) onde um determinado preço para de subir podendo o mesmo fazer um movimento lateral, ou parar de cair. O próximo movimento do mercado em tendência de alta será um teste no fundo anterior, nesse caso o fundo (1). Nota-se no gráfico que o teste do fundo (1) falhou e não rompeu o preço para baixo formando um novo fundo (3) após esse teste os preços voltaram a subir. O próximo movimento do mercado ainda em tendência de alta será um teste de topo anterior, no caso o topo (2). Nota-se no gráfico que o topo (2) foi testado e rompido fazendo uma nova máxima de preço e formando o topo (4). Logo pode-se concluir que a tendência de alta acontece quando um teste de fundo falha e o topo anterior é rompido fazendo assim uma nova máxima.

Ainda na figura1 após a formação do topo (10), o mercado vem pra testar o fundo (9) e acaba por rompe-lo fazendo um nova mínima representada pelo fundo (11). Após essa nova mínima o mercado vai fazer o teste do topo (10) e acaba por não conseguir rompe-lo formando assim o topo (12) que agora não fez um nova máxima, logo podemos entender que a tendência está revertendo. O próximo movimento do mercado é o teste do fundo (11). Como pode-se observar o fundo (11) é rompido fazendo assim um novo fundo (13) com o gráfico agora em tendência de baixa. Com isso pode-se concluir que a tendência de baixa acontece quando um teste de topo falha, e após esse teste o preço faz uma nova mínima em relação ao fundo anterior.

Existem algumas maneiras para identificar esses topos e fundos e com isso observar um possível ponto de entrada, ou de saída de uma operação. Uma dessas maneiras é usando a retração de Fibonacci. (Obs. Não vou explicar o que são os números de Fibonacci, mas peço que pesquisem pois é muito interessante.)

Vou dar um exemplo prático para que fique mais fácil entendimento do movimento de retração.

Após um movimento de alta onde identificou-se um fundo (1) e um topo (2) com o gráfico em tendência de alta, é possível traçar uma retração de Fibonacci, ou seja, a volta do movimento (ponto 1 até o ponto 10) a uma condição anterior. Os números mais usados na retração de Fibonacci são: 38,2%, 50% e 61,8%, ou seja, após identificar a diferença de preço entra um fundo e um topo, a retração desse valor tendem a atingir os valores da sequência de Fibonacci, como pode-se observar na figura 2.

02 - Retração fibonacci

Nota-se na figura 2 o uso da ferramenta de retração de Fibonacci. Observa-se que após a reversão de tendência no topo (2) os preços começaram a cair fazendo novas mínimas e utilizando as retrações de Fibonacci como linha de suporte (linha onde os preços tendem a sentir mais resistência para atravessar). A mais importante delas e a retração de 61,8% (linha amarela) que é exatamente onde o mercado faz um pequena reversão, o topo anterior é rompido, fazendo um nova máxima em relação ao topo anterior.

Essa ferramenta é normalmente encontrada nos Home Broker´s (plataforma de negociação de títulos mobiliários) das corretoras, onde é possível acompanhar o gráfico em tempo real e utilizar desse tipo de ferramenta.

Infelizmente eu não conheço nenhuma Exchange (corretora) de Bitcoin no Brasil que tenha esse tipo de ferramenta de análise gráfica. Portanto resolvi utilizar a retração de Fibonacci no gráfico na Exchange Bitcoin To You, a fim de estudar um pouco mais a respeito do que pode acontecer com o mercado de Bitcoins, e mostrar como funciona essa excelente ferramenta.

03 - Identificação topo e fundo

Na figura 3 a primeira coisa foi a  identificação de um fundo e um topo importante no gráfico. O fundo (suporte) fica localizado na casa dos R$ 950,00 que foi o preço mínimo do dia 18 de dezembro de 2013. O próximo passo foi identificar o topo (resistência) que encontra-se na casa de R$ 3549,00, máxima do dia 29 de novembro de 2013.

Após identificar esses dois pontos é possível traçar uma retração de Fibonacci. Em primeiro lugar deve-se fazer a diferença entra o preço do suporte e o preço da resistência.

R$ 3549,00 – R$ 950,00 = R$ 2599,00

Obteve-se o valor de R$ 2599,00. Esse valor é 100% do movimento de alta do gráfico.

Com esse valor em mãos agora pode-se identificar os valores da retração de Fibonacci (38,2%, 50% e 61,8).

R$ 2599,00 x 38,2% = 9938,18

R$ 9928,18 = 992,82
             100%

R$ 3549,00 – R$ 992,82 = 2556,20

38,2% = R$ 2556,20

 

R$ 2599,00 x 50% = 129950

R$ 129950 = 1229,5
        100%

R$ 3549,00 – 1299,5 = 2249,5

50% = 2249,5

 

R$ 2599,00 x 61,8 = 160618,2

160618,2 = 1606,18
   100%

R$ 3549,00 – 1606,18 = R$ 1942,8

61,8% = R$ 1942,8

Os valores obtidos com as equações são os valores que vão retrair a partir do topo (R$ 3549,00) do gráfico como pode-se notar na figura abaixo.

04 - Retração 1

Observa-se na figura 4 que após tocar a linha de resistência (R$ 3549,00) no gráfico do dia 29 de novembro de 2013, os preços começaram a cair e durante 7 dias tiveram como ponto de suporte a linha azul que representa a retração de 38,2%. Após o rompimento desse ponto de suporte (R$ 2556,2) do dia 6 de dezembro houve uma queda brusca no preço do Bitcoin até a linha de 61,8% (R$ 1942,8) e durante 2 dias esse suporte foi rompido, porém o mercado não teve força para continuar caindo. No dia 9 de dezembro de 2013 o preço faz um nova máxima e fecha colado na linha de 50% (R$ 2249,5). No dia 10 de dezembro o preço de abertura do pregão é próximo ao valor da linha de 38,2%. Após esse dia os preços passaram a fazer novas mínimas a cada dia, até que no dia 16 e 17 de dezembro de 2013 o preço do Bitcoin rompe o suporte de 61,8% e vai testar o fundo de R$ 950,00, no dia 18 de dezembro e falha na missão.

Logo no dia seguinte o preço faz nova máxima e passa a dar sinais de que quer romper a linha de 61,8%. Isso acontece nos dias 2, 3 e 4 de janeiro de 2014. No dia 5 o preço rompe a linha de 50% e no dia 6 faz uma nova máxima de R$ 2500,00, mesmo preço da mínima do dia 1 de dezembro de 2013.

No dia 7 de janeiro de 2014 o preço fez novo fundo e foi lá embaixo, ficou lateralizando entra as linhas de 50% e 61,8%, ficando sempre próximo à linha de 61,8%. Durante 30 dias foi isso o que aconteceu no mercado.

Nos dias 7 e 8 de fevereiro o preço rompe de fato a linha de 61,8% e vai novamente testar o fundo dos R$ 950,00.

Após esse movimento do mercado, agora temos um novo fundo (R$ 1099,00) e um novo topo (R$ 2500,00) onde é possível fazer um retração de Fibonacci só que agora ao contrário.

06 - Novo topoVamos aos cálculos:

R$ 2500,00 – 1099,00 = 1401,00

38,2 = R$ 1099,00 + 535,18 = R$ 1634,18

50% = R$ 1099,00 + 700,5 = R$ 1799,5

61,8% = R$ 1099,00 + 865,82 = R$ 1964,82

07 - Retração 2Quando colocados no gráfico esses valores mostram um ponto onde o preço do Bitcoin pode voltar caso o fundo de R$ 950,00 não seja rompido.

Na minha singela opinião o Bitcoin encontra-se em tendência de baixa pois vem fazendo novas mínimas a cada dia, inclusive o fechamento de hoje 27 de fevereiro de 2014 foi menor que o do dia anterior. Porem acredito que o preço ainda fica lateralizando por mais um tempo antes de dar sinal para onde vai seu movimento de tendência.

O que eu quis mostrar com esse estudo é que os movimentos futuros repetem os movimentos passados, e que usando os números de Fibonacci é possível ter uma ideia de como esse movimento vai se comportar.

Resolvi fazer essa análise pois gosto muito de análise técnica e também gosto da ideia do Bitcoin como um novo tipo de moeda descentralizada. Porém hoje eu não me arriscaria fazer trade com Bitcoin, pois ainda não temos as ferramentas necessárias para analisar o gráfico com mais precisão, mas acredito que as corretoras brasileiras de Bitcoin estão correndo atrás disso para melhorar a vida de quem gosta de investir.

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