Dessa vez não é culpa da empresa de energia

Dessa vez não é culpa da empresa de energia

Acabei de ver uma reportagem no jornal da Record sobre uma mulher que morreu eletrocutada.

A mulher foi arrumar a antena de TV, não aguentou o peso e encostou com a antena nos fios de alta tensão. Não tenho o vídeo, mas a matéria em texto está aqui.

No final da reportagem em vídeo, o entrevistado, que é um morador da rua da vítima, reclama que já pediram dezenas de vezes para a Eletropaulo mudar os postes do lado da rua, porque não tem casas do outro lado da rua. Aí é muito fácil culpar a empresa de Energia e dar essa solução inaplicável. O dia que tiver casas dos dois lados da rua, o que farão? fiação no meio da rua?

Eu não sou nenhum especialista acadêmico em engenharia civil ou arquitetura, mas pelo que sei, existe um recuo mínimo entre a calçada e a construção da casa. Cada município tem sua medida, mas acredito que a média no estado de São Paulo é de 5m.

Quem conseguir ver o vídeo, vai ver que essa casa é uma dessas construções que o imóvel inteiro é alinhado com o final da calçada, inclusive o terraço onde elas costuma lavar com mangueira e onde ficam as antes de televisão condutas de eletricidade. Tudo isso a 50cm dos fios de alta tensão.

Então é muito simples. Se quem construiu ou reformou a casa tivesse respeitado esse limite, respeitado a lei, só com uma antena do tamanho de um prédio de 2 andares teria encostado nos fios do poste.

A culpa, é claro, que é do Governo. Que cobra o IPTU, mas não fiscaliza, não instrui, não educa, não dá oportunidade. O trabalhador luta para conseguir um terreninho de 3 x 15m, faz um mini prédio de 4 andares, aí o cidadão quer utilizar todo o espaço. Mas tem que se pensar um pouco no porquê dessas obrigatoriedades também.

Tirei a culpa da empresa de energia, mas ainda gosto dessa campanha:

http://www.energiaaprecojusto.com.br

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