O Soccer

O Soccer

Esses estadosunidenses são uma piada mesmo.

Com a extinção da liga oficial em 1984, só foram criar outra liga profissional de futebol em 1996, por conta da Copa do Mundo de 94, que foi nos EUA. O nome dela é Major League Soccer, a MSL.

Enquanto isso no Brasil, a Copa Libertadores da América se consagrava como objeto de desejo com as recém conquistas do Grêmio (1995) e bicampeonato do São Paulo (1992-93).

A piada não para por aí, os estadosunidenses resolveram implementar regras próprias para deixar o esporte mais ao estilo deles com cronômetro com contagem regressiva e com pausa em caso de bola parada. Outra invencionice foi um tal de Shoot-Out que servia para desempatar partidas no lugar do pênalti. Esse formato de jogada consistia no jogador de linha ficar com a bola a 35m do gol e ter 5 segundos para marcar, algo meio parecido com o futsal. Lógico que essas regras não vingaram e não existem mais, porque eles são muito amadoras.

Lá é tão amador que eles só dividem as regiões entre costa oeste e costa leste, e ainda tem que contar com times do Canadá para dar uma quantidade significativa de time.

No Brasil temos Norte, Sul, Centro-oeste, Sudeste e Nordeste. Copa Sul-minas, Rio-São Paulo. Série A, B, C, D. Paulista A1, A2, A3 e incontáveis séries.

Nos EUA eles usam um sistema amador que todos os times tem um teto de salário para, imaginem só, manter o equilíbrio financeiro entre clubes. Por isso, em 2006 criaram a Lei Beckham que permite que cada clube tenha 1 (um) jogador com salário acima desse teto. A partir dessa lei que o país norte americano trouxe jogadores como Beckham, Ljungberg, Thierry Henry e Rafael Marquez.

É muito amadorismo comparado ao futebol brasileiro e a Lei Pelé, que permite o êxodo de jovens talentos para o futebol estrangeiro, permitindo o enriquecimento dos empresários, chamados de Agentes Fifa, enquanto os clubes que investem e formam atletas não ganham nada e precisam de associações obscuras com investidores, que quando partem, quebram o clube quase que instantaneamente.

Vamos comparar a ridícula média desse povo que ama baseball, basketball, hockey e futebol americano nos estádios com a do Brasileiro:

Ano MSL Série A
2001 14961 11401
2002 15821 12866
2003 14899 10468
2004 15559 7556
2005 15108 13600
2006 15504 12300
2007 16770 17461

(O WordPress, faz um jeito mais fácil de inserir tabelas aqui!)

A partir de 2007, não temos todos os dados da MSL. O interessante é lembrar que nos últimos anos, alguns times como o Atlético MG trocam a entrada por uma embalagem de pacote de bolacha, só para conquistar o título de maior público. Então nada de reverter esses números em renda.

Vejam como o amador, mal-planejada e inexperiente MSL consegue um público maior que no país do futebol. Em 2004 eles tiverem somente o dobro do público brasileiro!

Em vista dessa evolução maravilhosa que nosso futebol tem passado, gostaria de agradecer ao nosso presidente da CBF, o Ricardo Teixeira, que está no comando da nossa confederação a mais tempo que a MSL existe.

Estou muito grato por ver a contribuição dele e dos seus apoiadores, desde o vice-presidente, passando por atletas, clubes, torcedores do Brasil e imprensa, por tirarem o máximo do proveito do futebol no nosso país, beneficiando nossa sociedade de todas as maneiras.

Obrigado!

Referências:

Master League

Campeonato brasileiro

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